Avô

Não me lembro do dia em que nasci; do dia em que o ar preencheu o meu peito; do dia em que soube o que era o frio.
Lembro-me do dia em que pisei a areia pela primeira vez, do dia em que milhões de grãos de areia invadiram os meus pés… era uma sensação fria, mas ao mesmo tempo mole a aconchegante. Se soubermos andar na areia, sabemos sempre de onde viemos e nunca nos perdemos.
Ensinaste-me a não me perder quando me davas a tua mão quente ou quando enroscava a minha mão no teu braço…. Estava segura.
É quente que quero recordar a tua mão…
… Com saudades, muitas saudades…
